
A Associação Nacional de Escritores – ANE, além de ser
a mais antiga instituição cultural de Brasília, deu origem a outras entidades,
como a Academia Brasiliense de Letras e o Sindicato de Escritores no Distrito
Federal.
Foi fundada no dia 21 de
abril de 1963, na Livraria Dom Bosco, que ficava na Rua da Igrejinha, tendo
como sócios fundadores Cyro dos Anjos, Helena Silveira, Paulo Duarte,
Mauritônio Meira, José Geraldo Barreto Borges, Yvonne de Miranda, Sousa Neto,
José Augusto Guerra, José Santiago Naud, Mário Teles, Rui Mourão, Almeida
Fischer, José Hélder de Souza, Pompeu de Sousa, Aluísio P. Valle, Alphonsus de
Guimaraens Filho, Pedro Luiz Masi, Jair Gramacho, Lina Del Peloso, Anderson
Braga Horta, Joanyr de Oliveira, Hélcio Martins, Ézio Pires, Leda Naud, A.
Fonseca Pimentel, Nelson Omegna, Aderbal Jurema, João Emílio Falcão, José
Medeiros, Corsíndio Monteiro da Silva, Edson Nery da Fonseca, Romeu Jobim,
Victor Nunes Leal, Astrid Cabral, Afonso Felix de Sousa, Carlos Castello
Branco, Clenício da Silva Duarte, Christiano Martins, Jurandir Coelho, Cândido
Motta Filho, Gaudêncio de Carvalho e Gerardo Mello Mourão.
Vai aqui a parte inicial da
ata da fundação: “Aos vinte e um dias do mês de abril, do ano de mil novecentos
e sessenta e três, reunidos com a presença dos escritores paulistas Paulo
Duarte e Helena Silveira, na Livraria Dom Bosco, nesta Capital, os escritores
abaixo assinados resolveram fundar a Associação Nacional de Escritores, cujos
Estatutos consubstanciarão os fins a que se destina.”
A primeira Diretoria foi
composta por Cyro dos Anjos (presidente), Almeida Fischer (1º
vice-presidente), Alphonsus de Guimaraens Filho (2º vice-presidente),
Christiano Martins (secretário-geral), Joanyr de Oliveira (1º
secretário), Santiago Naud (2º secretário), Mauritônio Meira (1º
tesoureiro), Ézio Pires (2º tesoureiro). Conselho Fiscal: Victor Nunes
Leal, Sousa Neto, Rui Mourão, Carlos Castello Branco e A. Fonseca Pimentel.
Os cargos eram esses. Depois,
mediante alterações dos Estatutos, criaram-se os cargos de diretor de
biblioteca, diretor de cursos, diretor de divulgação e diretor de edições. E o
Conselho Fiscal passou a denominar-se Conselho Administrativo e Fiscal, com
sete membros.
Fundada na Livraria Dom
Bosco, a ANE teve ali o seu primeiro endereço. Reuniu-se também no Clube da
Imprensa e, mais tarde, no Teatro Nacional. Depois alugou uma sala na 415 Sul.
Quando não mais foi possível a ocupação dessa sala, passou a realizar suas
reuniões em bares e restaurantes, como Xique-Xique, Macambira, Germana, entre
outros. Até que um dia se realizou o sonho da sede própria.
Desde sua criação, a
entidade foi presidida por Cyro dos Anjos, Cândido Motta Filho, Almeida
Fischer, Domingos Carvalho da Silva, Bernardo Élis, Ronaldes de Melo e Souza,
Alan Viggiano, Napoleão Valadares, Danilo Gomes e Branca Bakaj (alguns por mais
de uma vez).
Mas falávamos dos primeiros
tempos. Vamos voltar lá. Pouco antes da fundação da ANE, foi editada a
antologia Poetas de Brasília, 1962, organizada por Joanyr de Oliveira,
primeiro livro editado na Nova Capital. De modo que Brasília começou bem na
literatura. Com dois anos de idade, já editava seu livro. E no terceiro
aniversário, nascia de seu seio a Associação Nacional de Escritores, que vem,
ininterruptamente, lutando pela Cultura.
Napoleão Valadares é
presidente da Associação Nacional de Escritores.